Projetos de restauração geram dados em todo lugar. Decisões não se tomam em lugar nenhum.
O problema não é falta de dados. É a distância entre ter dados e ter base pra decidir.
O que cada fonte enxerga - e o que ela perde
Imagem de satélite dá a visão macro. O que o satélite não vê: o pH do solo.
Ortofotos de drone fecham o gap de resolução. O que o drone perde: registra um único instante.
Levantamentos de campo entregam a verdade do solo. O que o campo perde: cobertura.
Modelos projetam o que ainda não aconteceu. São hipóteses, não medições.
Quando as fontes se contradizem
O momento mais valioso de um diagnóstico é quando duas fontes discordam.
A análise de solo por satélite classifica uma zona como operável. Aí a equipe de campo encontra compactação laterítica a 25 cm.
"Cada fonte de dados tem um intervalo de confiança. O valor não está em nenhuma fonte isolada - está em saber o que cada uma pode e não pode te dizer." - Jérémy Giral, Engenheiro de Plataforma & Dados, MORFO
Mapas bonitos não são ciência séria.
Confiança, não certeza
"O terreno sempre dá a última palavra. A amostra de solo, a leitura do penetrômetro, a contagem de espécies no plot de campo - é isso que transforma uma hipótese em prescrição." - Rebecca Montemagni Almeida, Engenheira de Ecossistemas Florestais, MORFO
Quatro fontes. Uma decisão. Cada elo da cadeia visível.

