Perguntas frequentes

Perguntas, respondidas

O que a MORFO faz?

A MORFO torna os projetos de restauração viáveis. Somos a ponte entre o capital e o campo: transformamos terra degradada em um projeto que um financiador pode apoiar e um operador pode executar. Lemos a terra para reduzir o risco, coordenamos o trabalho por meio de uma rede de operadores locais e comprometemos o resultado em contrato.

O que a MORFO planta, e por que espécies nativas?

Espécies nativas adequadas à área, mais de 20 por projeto, de um catálogo de 490 espécies nativas na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica. As espécies nativas tornam a floresta resiliente e autossustentável, para que o resultado se sustente e pertença ao bioma onde cresce.

Como a MORFO escolhe seus métodos de plantio?

Nenhum método funciona em todo lugar. Para cada área, escolhemos o que entrega mais ao melhor custo e combinamos semeadura por drone, mecânica, semeadura direta, regeneração natural assistida e mudas. Os drones trazem velocidade e alcance, mas a tecnologia não substitui as equipes em campo.

Quais são os benefícios financeiros?

A restauração transforma uma terra parada em um projeto defensável, financiado e entregue. A MORFO Ri calcula o custo, a curva de carbono e um ponto de equilíbrio defensável, para que o projeto seja decidível e financiável antes do compromisso. Escolhemos métodos que reduzem o custo, estruturamos o projeto para passar nas validações de leilão e coinvestimento, e sustentamos o resultado com uma garantia na qual um auditor ou um financiador pode confiar.

Como funciona o diagnóstico, e em quanto tempo?

Envie-nos a sua terra, com um shapefile se tiver um. A MORFO Ri faz uma pré-análise remota: lê a terra em mais de 15 camadas de dados e a estratifica área por área, e devolve um go ou no-go com um escopo orçado. Você recebe a leitura em poucos dias úteis, gratuita e sem compromisso.

O que é a garantia de desempenho?

Comprometemos metas ecológicas em contrato e precificamos esse compromisso. A MORFO Ri é o que nos permite fixar um número defensável antes do plantio. Acompanhamos o resultado até as metas serem atingidas, na execução que coordenamos.

O que acontece se uma meta não for atingida?

O manejo adaptativo entra em ação: ajustamos o trabalho em campo e conduzimos ações corretivas às nossas custas até as metas contratuais serem atingidas. A garantia se mantém até lá.

Onde a MORFO atua?

A partir do Rio de Janeiro e de Montpellier, em três biomas, a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica, no Brasil e na Guiana Francesa, em regiões tropicais e subtropicais.

Quanto tempo leva um projeto?

Um projeto de restauração se desenvolve ao longo de anos, não de meses. A primeira leitura volta em dias, o plano vem depois, então o plantio na estação adequada e o monitoramento em relação às metas contratuais nos anos seguintes. A manutenção ativa dura cerca de três anos, até o dossel começar a fechar.

Quanto tempo dura a manutenção?

A manutenção ativa dura três anos e fica mais leve a cada ano. O primeiro ano inclui controle de invasoras aos três, seis, nove e doze meses, com sobrevoos de drone em alta resolução para detectar a rebrota cedo. O segundo e o terceiro ano passam a três ou quatro roçadas por ano, mais monitoramento e correções pontuais. Depois disso, o monitoramento continua por drone e satélite para o reporte de carbono. O objetivo é o fechamento do dossel no terceiro ou quarto ano, quando o sistema começa a conter as invasoras por conta própria. Os anos exatos e a frequência ficam no contrato, ajustados ao que o diagnóstico de campo encontrar.

E se não pudermos usar herbicidas, por exemplo em uma mata ciliar protegida?

Adaptamos a metodologia. Há várias formas de conter a gramínea invasora sem produtos químicos, da roçada ao coroamento de cada muda até uma cobertura densa de pioneiras que a sombreia, e a combinação certa depende do talhão. Vale conversar com a nossa equipe técnica sobre o seu caso específico.

Quanto custa e como é cobrado?

São duas partes. A análise tem um valor fixo para a sua área, acordado antes de começarmos, então você nunca é cobrado por diária. O que vem depois é precificado a partir do plano que construímos, método por método e talhão por talhão, e é por isso que retirar terra do plano reduz a sua conta em vez de encurtar o estudo. E a primeira leitura, antes de qualquer uma das duas, é gratuita.

De quem são os dados e de quem são os créditos?

Os dados e os créditos são seus. Produzimos a análise, o plano e as evidências de campo, e os resultados referentes à sua área pertencem a você. O que mantemos é o direito de usar as medições, de forma anonimizada, para seguir aprimorando os nossos modelos, que é o que torna a próxima análise mais precisa do que a anterior. Nada que identifique a sua área se torna público sem a sua autorização por escrito.

O que é o T0 e por que ele importa?

O T0 é o ponto de partida padronizado, medido por drone a 0,3 a 3 cm por pixel mais análise de solo em laboratório, datado e georreferenciado. Sem ele, nenhuma medição posterior comprova nada, que é a razão honesta para o diagnóstico de campo existir.

Sementes ou mudas?

A semeadura direta cobre grandes áreas rapidamente. As mudas custam mais em mão de obra, viveiros e logística. A maioria dos planos é híbrida: mudas nos talhões sensíveis e para as espécies que precisam delas, sementes no restante.

Vocês geram créditos de carbono?

Em projetos desenhados para isso, sim, por regeneração natural assistida e plantio sob uma metodologia reconhecida. A MORFO lê a terra, modela a emissão de créditos e o seu cronograma antes da primeira árvore, e conduz o monitoramento que a reivindicação exige. Se fecha ou não depende da terra e do custo por tonelada, que a análise informa.

Existe um tamanho mínimo de projeto?

O modelo funciona melhor a partir de cerca de 50 hectares, com ganhos reais de escala acima de 500. Áreas menores são avaliadas caso a caso, para pilotos e parcelas de pesquisa. Envie a terra pelo diagnóstico e diremos.

Como a MORFO se diferencia de outros players?

A MORFO constrói a própria análise e coordena as obras, então responde pela leitura e pelo resultado. Lê a terra para planejar apenas o trabalho necessário, escreve a meta no contrato e corrige um desvio às suas custas. O que você recebe é um resultado que pode financiar e defender.

Posso visitar uma área?

Sim, em projetos consistentes. Fale com a equipe pela página de contato e organizaremos conforme o calendário de campo.

Como posso investir?

O melhor caminho é o Pascal Asselin, o CEO, no LinkedIn.

Vocês estão contratando?

Às vezes. As vagas abertas são publicadas no nosso LinkedIn. Se houver encaixe, entre em contato por lá.

Quais parâmetros de sobrevivência e de densidade vocês comprometem?

São definidos por talhão, a partir do que o diagnóstico encontra, e escritos no contrato, em vez de um número único para toda a área. Peça os parâmetros da sua área.

Quando vocês replantam e quando deixam uma falha?

Depende de onde as falhas estão, e não apenas de quantas são. Falhas distribuídas pela área são deixadas para preencher naturalmente; falhas concentradas em um ponto acionam o replantio, às custas da MORFO dentro do escopo acordado.

Como vocês controlam a competição de plantas invasoras?

Controle mecânico primeiro, químico direcionado apenas onde é necessário, dentro de uma janela declarada e definida a partir do diagnóstico.

Quem executa o trabalho de campo?

Operadores locais qualificados, selecionados e coordenados pela MORFO e executando sob os protocolos da MORFO. A MORFO segue como interlocutor único e responde pelo resultado em contrato.

A MORFO tem equipamentos e equipes próprias?

A MORFO coordena uma rede de operadores locais que trazem as equipes e os equipamentos, sob os protocolos e o controle de qualidade da MORFO. É assim que o trabalho de campo ganha escala entre biomas sem possuir terra nem maquinário.

A MORFO é uma empresa brasileira?

A MORFO é franco-brasileira: equipe técnica brasileira e coordenação de campo no Brasil, com escritórios no Rio de Janeiro e em Montpellier. Começou na Guiana Francesa em 2021 e hoje atua na Amazônia, no Cerrado e na Mata Atlântica.

O que acontece em caso de incêndio ou outro evento de perda?

Incêndio, seca extrema e eventos comparáveis são tratados como eventos de perda, conforme as cláusulas de evento de perda do contrato, e não pela garantia de desempenho.