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Restauração de corredor ecológico

Suzano · Mato Grosso do Sul

Restaurar sob forte pressão de gramínea invasora, e comprovar onde o método se sustenta.

A Suzano se comprometeu a conectar 500.000 hectares de Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia por corredores ecológicos até 2030. Este piloto de 19 hectares no Mato Grosso do Sul testou se a restauração com apoio de drones sustenta qualidade e velocidade em terra degradada com forte infestação de gramínea invasora. Sustenta: onde o método completo foi aplicado, um dossel jovem está fechando, a gramínea invasora está perdendo terreno e a terra começa a se regenerar por conta própria.

Bioma
Cerrado
Tamanho
19 ha
Situação
Duas campanhas de plantio concluídas, monitoramento em andamento
A terra no início

A área era Área de Preservação Permanente no Cerrado, dominada por braquiária, uma gramínea invasora agressiva que abafa as mudas jovens antes de elas se estabelecerem. O solo era arenoso, ácido e pobre em matéria orgânica. Este é o caso difícil da restauração: semear sozinho não vence a braquiária, então o terreno precisa ser preparado e as invasoras manejadas antes e depois do plantio.

O que a MORFO fez

A MORFO conduziu o piloto como um ciclo: diagnosticar, executar, medir, ajustar.

Diagnosticar a área

A MORFO mapeou cobertura e infestação por drone e satélite antes de qualquer intervenção.

Plantar por semeadura direta

Semeadura direta por drone, com preparo de solo direcionado e fertilizante de liberação lenta concentrado em torno das sementes para dar vantagem às nativas sobre a gramínea. Espécies nativas do Cerrado, tolerantes a alumínio e a seca, com peso maior em pioneiras que sombreiam o solo.

Manter e monitorar

Controle de plantas invasoras direcionado, ortofotos, parcelas georreferenciadas e relatórios rastreáveis em cada etapa.

Ajustar a cada leitura

A MORFO redesenhou a segunda campanha a partir do que a primeira mostrou: plantio em linhas definidas para que o controle de invasoras pudesse ser direcionado às entrelinhas sem atingir as nativas, tornando a manutenção mais rápida e mais limpa.

A equipe de operação removendo gramínea invasora à mão ao longo do corredor Suzano
Como funciona

O piloto rodou em duas campanhas, e a segunda foi redesenhada com base na evidência da primeira. A primeira campanha distribuiu sementes por toda a área, mas sem linhas definidas o controle de invasoras não podia ser direcionado sem atingir as nativas. Então a segunda campanha passou ao plantio em linha, separando as linhas de nativas das entrelinhas, o que permitiu à MORFO aplicar herbicida seletivo e roçada exatamente onde era necessário, mais rápido e totalmente rastreável.

Cronologia
  1. Dez de 2024

    Diagnóstico nas três áreas, em campo e por drone.

  2. Jan de 2025

    Primeira campanha, semeadura direta em todo o piloto, mais de 40 espécies nativas de árvores além de espécies de cobertura.

  3. 2025

    Ciclos de manutenção e uma leitura aos seis meses que redefiniu a estratégia.

  4. Dez de 2025

    Segunda campanha, redesenhada: plantio em linha e manutenção direcionada nas duas áreas responsivas.

  5. Jun de 2026Última atualização

    Monitoramento encerrando o primeiro ciclo contratual.

Um plano de voo de drone em execução no controle durante uma passagem de monitoramento
Resultados

A prova mais clara do piloto é uma linha visível no campo: onde o método completo foi aplicado, o dossel fecha e a regeneração se sustenta; onde o preparo ou a manutenção ficaram abaixo, a gramínea volta.

  • Onde o método amadureceu, a cobertura classificada como florestal praticamente dobrou, e as pioneiras hoje formam um dossel de dois a quatro metros que produz serapilheira e contém a braquiária.
  • A densidade de mudas ficou acima da meta do piloto, de 1.000 a 1.500 por hectare, nas parcelas monitoradas, com variação ampla ao longo do mosaico.
  • Dezenas de espécies nativas se estabeleceram, e a regeneração espontânea já está em curso, com mudas surgindo por conta própria a partir da serapilheira que o dossel jovem produz.
  • A fauna está voltando, com registros de rastros de tamanduá e ninhos de saúva.

Controlar gramínea invasora é um processo, não um evento único. Esta é regeneração em estágio inicial, não floresta madura, e o resultado acompanha o método, que é o que um piloto se propõe a mostrar.

Vista aérea da mesma faixa de corredor em 2024 e em 2026
Ciência e monitoramento

Diagnóstico e monitoramento georreferenciados, uma leitura de qualidade do solo em relação a uma referência de floresta madura, parcelas permanentes e relatórios técnicos rastreáveis, com manejo adaptativo a cada ciclo.

As leituras são indicações de estágio sucessional em um piloto jovem, não uma afirmação de floresta madura.

Uma nativa jovem rebrotando no corredor do Cerrado, em contraluz com sol baixo
Parceiros e reconhecimento

Conduzido para a Suzano, como parte do seu Compromisso de Renovar a Vida, conectando 500.000 hectares de Cerrado, Mata Atlântica e Amazônia por corredores ecológicos até 2030. Ciclos de campo executados com equipes locais.

O que vem a seguir
  • Continuidade da manutenção direcionada, já que o controle de invasoras é um processo.
  • Em manchas pequenas e fragmentadas já tomadas pela gramínea, plantio de mudas com nucleação para fechar os vazios mais rápido.

O piloto trouxe lições diretas para o programa de corredores da Suzano: o preparo do solo é decisivo, o plantio em linha torna a manutenção controlável, e o monitoramento por área permite ao protocolo se ajustar conforme ganha escala.

Transforme terra degradada em um projeto que se sustenta.

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